
Mergulhado nas águas mornas da praia do Riacho Doce, ficava o vilarejo de pescadores onde Kauê vivia na companhia dos avós e de sua canoa Azulada. Lá também reinava Manati, um solitário filhote de peixe-boi, trazido pelas marés. O peixão, como apelidara Vô José, tornara-se companheiro de aventuras do menino, ajudando-o a viver as imensas saudades da mãe e o medo que sentia do pai desconhecido, agora de volta a sua vida. Mas, com a chegada de construtores querendo edificar um grande condomínio sobre o povoado, Kauê terá de reunir toda sua coragem e engenhosidade para impedir a derrubada das florestas de manguezais e proteger o futuro do amigo peixe-boi. Nem que pra isso seja preciso enfrentar seu maior medo: reaproximar-se do pai.






