
O mundo é isso. Um montão de gente, um mar de fogueirinhas. Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Eles são dois por engano. A noite corrige. Os ninguéns: os filhos de ninguém, os donos de nada... Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata. Frases como essas - incluídas nesta antologia dos melhores textos de Eduardo Galeano, que ele mesmo selecionou - se sublinham, se presenteiam como sinônimo de cumplicidade, se compartilham; elas carregam um olhar crítico sobre o mundo, mas também a possibilidade de uma utopia. Os leitores de Galeano as guardam na memória. As páginas de Amares revelam os temas que o preocuparam e inspiraram: as vicissitudes agridoces do amor, a amizade duradoura e os pequenos momentos grandiosos que a vida cotidiana nos brinda, mas também as injustiças, o grito dos esquecidos da história e a condenação das piores figuras do mundo contemporâneo.


